Meu Passado me Condena

sexta-feira, 13 de julho de 2012

É bem assim ...

Nietzsche e se não me engano Schopenhauer chegaram a sustentar a ideia de que a música servia como alicerce pra vida, a arte como motivo pelo qual viver.
Dentro dessa premissa eu quero reivindicar algo que alguns podem achar absurdo, mas da mesma forma que eles tem o direito a tal opinião eu uso da minha consciência livre pra reivindicar o direito de escutar o que eu quiser, e SIM isso inclui R.A.C =D . Independente do que os caras falam nas letras, eu posso muito bem abstrair isso e curtir o som. Em um exemplo clássico que uso, ouço Crass e não sou anarco, pq ouvir som tal me faria ter as mesmas concepções? Se eu ler o livro de alguém com uma visão diferente da minha, eu passo a pensar como ele? Se fosse tudo tão simples como os santinhos politicamente corretos apregoam por ai TODO MUNDO seria milimetricamente igual certo? não haveria a minima diferença, afinal a mensagem toma conta de nossos cérebros e nós nada podemos fazer pra evitar.Querem ser como nossos babás (como se já não bastasse tudo que temos que aturar no maldito dia-a-dia)
Aliás, dentro dessa (i)lógica de recepção = aceitação, cria-se esse estado de ''moral babá'' o qual eu pretendo falar mais agora :
Eu me identifico com uma cultura que tem como matriz a insubmissão a centralização artística (afinal, os Punk não queriam que o Rock voltasse a ser simples como antes dos hippies ?) MAS se dentro disso sequer acreditam que eu tenha a CAPACIDADE de abstrair mensagens enquanto escuto um certo tipo de som, o que faz pensar que acreditam que eu consiga romper com a estética padronizada predatória e mundializadora? Nesse caso os caras ficam me vigiando, me reeducando (que comunista isso né? eca) e quando necessário me batendo (e não falo metaforicamente) pra me ensinar como eu devo me portar e ainda tem a PACHORRA de acharem que são contracultura =D


Entendem prq eu cheguei ao ponto de escrever tal texto?

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